domingo, 23 de novembro de 2008

Chuva causa estragos no Vale do Itajaí [10]

Balneário Camboriú hoje de manhãFoto: Guilherme dos Santos

sábado, 22 de novembro de 2008

Chuva causa estragos no Vale do Itajaí

Gente... A coisa está meio crítica por aqui.

Cerca de 260 pessoas estão desalojadas e 80 desabrigadas por causa da chuva em Santa Catarina, de acordo com o Departamento Estadual de Defesa Civil. O município de Navegantes e Camboriú, no Litoral Norte, e Jacinto Machado, no Sul, decretaram situação de emergência nesta sexta-feira. Brusque, no Vale do Itajaí, deve decretá-la em breve, entrando para a lista que já tem 43 cidades na mesma situação.
Navegantes registra alagamentos em diversos pontos da cidade, deixando cem pessoas desalojadas e 200 residências danificadas. Em Camboriú, a chuva também provocou alagamentos, danificando 12 residências e destruindo duas, de acordo com a notificação preliminar de desastre enviada pela Coordenadoria Municipal de Defesa Civil ao Departamento Estadual.
Ainda em Camboriú, pelo menos 80 pessoas ficaram desabrigadas. Outras 20 pessoas, que estão desalojadas, foram para casa de parentes e amigos. Uma ponte que dá acesso a Jacinto Machado cedeu na noite de quarta-feira. A população foi orientada a usar um desvio.
Em Brusque, conforme a Defesa Civil no município, cerca de 140 pessoas estão desalojadas, devido a problemas de deslizamentos em vários bairros. Ficaram danificadas 23 casas e 18 foram destruídas. Fonte:
ClicRBS


Tem chovido muito nas últimas semanas e a previsão é que continue até segunda-feira. Nas cidades da margem do rio Itajaí Mirim, as escolas e universidades estão fechadas, ruas estão sendo bloqueadas e casas foras destruídas pelos deslizamentos.

Peço, para aqueles que são dessa região, que liguem para a Defesa Civil (tel: 199) e doem material de construção, roupas, alimentos e principalmente colchões, travesseiros e cobertores. Eles também precisam de voluntários.

Para aqueles que não são daqui, peço que orem pelas famílias que perderam tudo, que o Senhor possa confortar seus corações e também orem para que mais pessoas façam doações.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

FW: Probleminhas, problemas e problemões

Respondendo a um post anterior:
Finalmente consegui um estágio no Fórum da cidade e estou muito feliz.
Ali aprendo pra caramba, é na área que eu quero, é um horário ótimo e o pessoal de lá é muito legal.
Obrigado a todos que me ajudaram naquele período chato.

Abraço ;D

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Amor... Amor... Amor...

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. (I Co 13:1-10)

Será que esse amor ainda existe? Espero um dia encontrá-lo...

[chocolate plz!]

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Parabéns para mim o/

19 velas!
2 extintores de incêndio...


Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. I Co 13:11

o/

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Probleminhas, problemas e problemões

Sabe, às vezes fico me perguntando do por que a vida parece ser tão injusta.

Não estou conseguindo um estágio ou emprego na minha área profissional. Não estudei três anos num curso técnico pra nada! Sei contar a faculdade...

Na área da informática é porque não tenho experiência e na área jurídica é porque estou no 2º período. Nem indicações de políticos e pessoas influentes têm resolvido. Parece que todas as portas se fecharam.

Como eu quero fazer todas as matérias da faculdade! Mas nesse cenário só será possível três matérias por enquanto...
Então, para ajudar, bate aquela deprê e tudo parece que empaca: vida espiritual, família, auto-estima...

O que tem me consolado é o que está escrito em Filipenses 4:6

“Não se preocupem com nada, mas em todas as orações peçam a Deus o que vocês precisam e orem sempre com o coração agradecido. E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus.”

É tão difícil passar por uma situação chata e não poder fazer nada pra mudar! Mas o Senhor sabe de todas as coisas. Como está em I Coríntios 13:12, a nossa visão é “como uma imagem imperfeita num espelho embaçado”, então não entendemos certas situações porque somos limitados, mas os planos de Deus são muito maiores e melhores do que possamos imaginar e planejar.

Em breve postarei o desfecho disso tudo. E tenho certeza que tudo acabará bem.

Não queria escrever mais um post deprê (falta pouco pra falarem que esse blog é de emo ;D), mas essa é a minha vida, o blog é meu e nem sempre passamos por bons momentos.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Adeus paipai

Aquela noite parecia como todas as outras. Minha mãe e minha irmã estavam na igreja, em uma vigília, meu pai estava pescando, enquanto meu irmão e eu dormíamos tranquilamente.

Tarde da noite acordamos com batidas na porta. Eram meus avós. Fiquei feliz e surpreso ao nos convidarem para ir à casa da tia Luiza, em Balneário Camboriú, o que fazíamos freqüentemente.

Fizemos rápidos as malas e logo estávamos prontos para passear. No caminho paramos na casa de uma outra tia, a Lurdes, onde muitas pessoas estavam reunidas. Fiquei no carro observando meus avós e meu irmão falarem com outras pessoas. Estranhei um pouco, pois era muito tarde e todos pareciam preocupados.

Enquanto ainda estava esperando, a tia Lurdes se aproxima do carro e me oferece um comprimido, dizia ela que era pra gripe. Embora não estivesse doente, engoli sem reclamar, já que não tinha gosto ruim. Algumas horas depois descobriria que esse remédio era um calmante.

Novamente na estrada, voltamos a nossa pequena viagem. O silêncio era amedrontador. Ouvia-se apenas o barulho do carro, que nos levava em alta velocidade.

De súbito, minha avó se vira para onde eu estava e deu a notícia que meu pai, que estava pescando, havia caído do barco e desaparecido no mar. Então perguntou se eu sabia o que aquela triste notícia significava. Respondi que sim. Meu pai estava morto.

Fiquei estático. Meus pensamentos me confundiam. Não entendia o que estava acontecendo. Era um pesadelo do qual queria logo acordar. Dopado, dormi em seguida, querendo me esconder da vida, de tudo.

Acordei desorientado, já em Balneário Camboriú, onde equipes de mergulho se esforçavam para encontrar meu pai. No mesmo dia voltei para Itajaí, na a casa da tia Rozane.

Nesse lugar agradável, não se falava o que estava acontecendo, nem se já haviam encontrado o corpo dele. Brincava com meu primo, querendo esquecer a situação. Lembro-me que certa noite, quando o fornecimento de energia elétrica na região se interrompeu, meu primo e eu, olhando para a vela que iluminava o quarto, pedíamos para que Deus encontrasse meu pai, vivo ou morto.

Quatro longos dias depois, numa tarde chuvosa. O telefone toca e nos avisa que seu corpo finalmente havia sido encontrado na praia de Balneário, quilômetros do local onde esperávamos que estivesse.

Relembrando que não estava num pesadelo, uma nostalgia me tomava. Não acreditava que seria possível nunca mais vê-lo, o meu pai, meu grande amigo.

No velório, via pessoas que amava chorando, passando mal e me fazendo chorar com eles. Não quis ver seu corpo, queria lembrar apenas dos bons momentos que vivemos juntos.

No final daquela tarde, fomos todos em um cortejo até o cemitério, onde me despedi dele, daquele que nunca iria esquecer.

Onze anos depois, ao recordar de tudo isso, percebo o quanto Deus é importante na minha vida, que embora tenha perdido meu pai, através de Jesus Cristo, meu pai me encontrou.


Saudades...